São Paulo (SP) – Promotores franceses realizaram buscas nos escritórios da plataforma X, de Elon Musk, nesta terça-feira (3) como parte de uma investigação preliminar sobre uma série de supostos crimes, incluindo a disseminação de imagens de abuso sexual infantil e deepfakes.
Os promotores também pediram que Elon Musk e a ex-CEO Linda Yaccarino comparecessem a “entrevistas voluntárias” em 20 de abril. Funcionários da X também foram intimados para depor como testemunhas na mesma semana, segundo o comunicado. Yaccarino foi CEO de maio de 2023 a julho de 2025. Um porta-voz da empresa X não respondeu ao pedido de comentário.
Em uma mensagem publicada no X, a Procuradoria de Paris anunciou as buscas em andamento nos escritórios da empresa na França e afirmou que estava deixando a plataforma, ao mesmo tempo em que pediu aos seguidores que a acompanhassem em outras redes sociais.
A Europol, agência policial da União Europeia, “está apoiando as autoridades francesas neste caso”, disse o porta-voz da Europol, Jan Op Gen Oorth, à Associated Press, sem dar mais detalhes.
A investigação foi aberta após relatos de um parlamentar francês alegando que algoritmos tendenciosos no sistema X provavelmente distorceram o funcionamento de um sistema automatizado de processamento de dados.
Grok escreveu em uma postagem amplamente compartilhada em francês que as câmaras de gás no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau foram projetadas para “desinfecção com Zyklon B contra o tifo”, e não para assassinatos em massa – uma linguagem há muito associada à negação do Holocausto.
A empresa de inteligência artificial de Musk criou a xAI, que está integrada à sua plataforma X.
Grok tem um histórico de comentários antissemitas. A empresa de Musk removeu postagens do chatbot que pareciam elogiar Adolf Hitler após reclamações.
*Do site da Agência Brasil com informações de Estadão Conteúdo






