A história do Instituto Descarte Correto começou no início dos anos 2000, a partir de uma realidade que marcou profundamente seu fundador, Alessandro Dinelli. Ao participar de um processo seletivo em um escritório de contabilidade da família, ele se deparou com jovens que buscavam uma oportunidade de trabalho, mas não sabiam sequer utilizar um computador.
A partir desse momento, nasceu o propósito de democratizar o acesso à tecnologia. O que começou como um pequeno laboratório de informática em Maués, dentro de um espaço da igreja, evoluiu para uma instituição que promove inclusão digital.
Hoje, o Instituto Descarte Correto já impactou mais de 35 mil pessoas, entre crianças, jovens e adultos, levando conhecimento, capacitação e novas oportunidades para diferentes municípios da região Norte. A iniciativa cresceu de forma orgânica, impulsionada pelo voluntariado e pela própria demanda das comunidades atendidas.
Para Alessandro Dinelli, fundador do Instituto Descarte Correto, relembra o sonho de criar o instituto e promover a inclusão de jovens no mercado de trabalho.
“Quando vi aqueles jovens sem saber usar um computador, percebi que o problema não era falta de vontade, era falta de oportunidade. Foi ali que nasceu esse sonho de criar um espaço onde as pessoas pudessem aprender e se preparar para o mercado de trabalho”.
Inclusão sustentável
Além da inclusão digital, o Instituto também atua fortemente na gestão sustentável de resíduos eletrônicos. Equipamentos descartados por empresas e pela população são coletados, triados e recondicionados sempre que possível. Aqueles que não podem ser reaproveitados passam por processos adequados de descarte e manufatura reversa, evitando impactos ambientais e contribuindo para a preservação da Amazônia.
Inclusão digital
Esse trabalho tem reflexos diretos na inclusão social. Ao transformar resíduos em ferramentas de aprendizado, o instituto cria oportunidades reais de mudança de vida. Os centros de inclusão digital implantados em comunidades oferecem cursos presenciais gratuitos, permitindo que moradores tenham acesso à tecnologia, desenvolvam novas habilidades e ampliem suas perspectivas profissionais.
Segundo Camila Dinelli, presidente do Instituto Descarte Correto, é muito importante acompanhar os alunos formando desde o início, formação e a mudança de vida através da educação.
“A gente vê de perto a transformação acontecendo. Pessoas que nunca tiveram contato com um computador passam a se qualificar, conquistar empregos e até empreender. É uma mudança que impacta não só o indivíduo, mas toda a família e a comunidade”.
O instituto integra o programa “Computadores para Inclusão” e atua no fortalecimento de políticas públicas de educação, sustentabilidade e inclusão digital. Como Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC), recebe equipamentos de órgãos públicos e empresas, garantindo descarte correto e impacto social, com apoio também de pessoas físicas por meio do descarte consciente.
“Nosso trabalho vai além da tecnologia. É sobre gerar oportunidade, cuidar do meio ambiente e construir um futuro mais justo. Cada computador recuperado representa uma chance a mais para alguém mudar de vida”, afirma Alessandro Dinelli.






