A Academia Amazonense de Letras irá promover a solenidade de posse do novo membro efetivo Pedro Lucas Lindoso. O evento acontecerá na sexta-feira (24), às 20h, no salão nobre Álvaro Maia da instituição acadêmica, e conta com a presença de autoridades e grandes personalidades, representantes de instituições literárias e artísticas da capital manauara.
O mais novo membro pleiteou uma das eleições mais concorridas da recente história da instituição, concorrendo a cadeira de número 25, fundada pelo médico e político Araújo Lima. Pedro disputou a Cadeira com três candidatos de alta qualificação, nomes reconhecidos no campo do magistério e da literatura e educação no Amazonas.
A sessão de assembleia de 2025 ocorreu de forma secreta, dirigida pelo presidente da antiga gestão, Aristóteles Alencar, seguindo a tradição centenária. Após a votação, todas as cédulas foram incineradas, e o eleito escolheu a data da posse junto da indicação do acadêmico que irá recebê-lo de comum acordo com a atual presidência de Abrahim Baze.
Para o presidente da AAL, o ingresso do novo imortal a Casa de Adriano Jorge promoverá mais riqueza em conhecimento literário, e será uma honra receber Pedro Lindoso para ocupar a cadeira de número 25. A Casa ainda tem a honra de poder comemorar o acolhimento, reconhecendo a grande contribuição promissora que o mesmo certamente realizará na cultura literária da instiuição e no Amazonas.
Sobre o novo imortal
Pedro Lucas Lindoso nasceu em Manaus em 13 de maio de 1957. É advogado e licenciado em Letras pela Universidade de Brasília (UnB), fluente em inglês, francês e italiano. Atuou no Banco Nacional de Crédito Cooperativo, no Ministério da Justiça e como procurador-geral da EMBRATUR. Ingressou por concurso na PETROBRAS, onde aposentou-se como advogado master. É membro do IGHA, da ASSEAM, da ALCEAR, da Academia Amazonense Maçônica de Letras e da ACLJA, e atualmente ocupa a cadeira 25 da AAL.
Segundo o imortal, mesmo tendo vivido 35 anos em Brasília, sempre manteve uma forte ligação com a cidade manauara, pois a cultura amazonense esteve sempre presente em casa, na comida, nos jornais e nas histórias de família. Cresceu ouvindo relatos sobre o interior, os rios e o povo da região, especialmente por influência do seu pai, que nasceu em um seringal no Rio Madeira. Essas vivências moldaram seu olhar e sua escrita, que carregam a memória, os afetos e a identidade amazônica.






