Brasília (DF) – O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, deve ocorrer em formato reservado, mas com momentos abertos à imprensa.
Segundo integrantes do governo brasileiro, o Brasil recebeu a sinalização de que algumas partes da agenda no Salão Oval devem ser abertas aos jornalistas para declarações de Trump e também de Lula.
A avaliação no Palácio do Planalto é de que esse momento público pode ser importante para marcar politicamente o encontro e dar o tom das negociações bilaterais. Há, no entanto, um receio sobre os impactos das falas dos chefes de estado.
A tendência é que a reunião siga em boa parte de forma mais restrita entre os integrantes das duas delegações. A visita de Lula, segundo a Casa Branca, será para uma reunião de trabalho, o que diminui a formalidade do encontro, mas amplia a possibilidade de negociações entre os países.
A composição da comitiva foi definida para contemplar os principais assuntos que estarão em debate com os americanos.
Do lado americano, Donald Trump também deve participar acompanhado por um número semelhante de auxiliares. Integrantes do governo brasileiro descrevem a reunião como uma agenda de trabalho, com foco em resultados práticos e possíveis acordos entre os dois países.
Apesar da divergência, o governo Lula pretende avançar na cooperação com os Estados Unidos para combater o tráfico internacional de drogas, o contrabando de armas e a atuação de facções criminosas com impacto nos dois países. A expectativa da comitiva é sair da reunião com algum acordo fechado ou ao menos com negociações avançadas nessa área.
Outro eixo estratégico será o debate sobre minerais críticos e terras raras. O governo brasileiro quer chegar aos Estados Unidos com a regulamentação do setor aprovada pela Câmara dos Deputados. O texto deve ser analisado ainda nesta quarta-feira (6) e é tratado pelo Planalto como um ativo relevante na negociação com Washington.
Nos bastidores, integrantes do governo afirmam que a expectativa é que Lula volte de Washington com anúncios concretos ou negociações avançadas em temas estratégicos, principalmente segurança pública, minerais críticos e comércio bilateral.
*Com informações do site Band.com







