Manaus (AM) – Ezenilson de Sousa foi indiciado pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) por triplo latrocínio e tentativa no bairro São Geraldo, em Manaus, no dia 17 de agosto, após ele confessar ter agredido quatro familiares a marteladas para roubar R$ 900 e celulares devido a dívidas com agiotas.
De acordo com a PC, um inquérito policial foi concluído e um relatório final foi encaminhado oficialmente à ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Os autos agora estão sob análise do Ministério Público do Amazonas (MPAM), que decidirá sobre o oferecimento de denúncia formal contra o suspeito.
Ezenilson de Sousa, de 36 anos, foi preso horas após a consumação dos crimes. Ele confessou a autoria dos ataques e participou ativamente dos procedimentos periciais de reconstituição realizados no local da tragédia.
A principal linha investigativa traçada aponta para uma motivação estritamente financeira, motivada por uma dívida de R$ 19 mil que o infrator havia contraído com agiotas. Na data do crime, Ezenilson dirigiu-se à residência de seu ex-sogro, o pastor Francisco das Chagas Morais Santos, de 66 anos, com o intuito de obter recursos financeiros.
Diante da recusa do pastor em fornecer o dinheiro solicitado, iniciou-se uma discussão, que reusltou em brigas e na morte do pastor ainda no próprio quarto. Após assassinar Francisco, o criminoso atacou os demais moradores com golpes de martelo na cabeça. Durante a ação, ele subtraiu celulares das vítimas e um pequeno cofre contendo cerca de R$ 900 pertencentes ao pastor.
Para tentar inviabilizar sua identificação, o agressor utilizou uma máscara de proteção facial e, ao fugir da residência, descartou o martelo utilizado nos crimes em um igarapé das proximidades. Os três corpos das vítimas foram localizados por um morador da área, que acionou a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) via 190; dois corpos estavam em um quarto e o terceiro estendido no corredor da casa.
As vítimas que perderam a vida no ataque foram Francisco das Chagas Morais Santos, de 66 anos, Isabella Coelho Morais, de 29 anos — jovem acometida por paralisia cerebral —, e Guilherme Pereira Lima Filho, de 65 anos, que exercia a docência como professor universitário.
A única sobrevivente do atentado, Dilma Cilene Lima Sampaio, de 54 anos, foi socorrida em estado grave pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio. Dilma apresentou melhoras significativas e recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia 21 de agosto, contudo permaneceu hospitalizada e sem condições clínicas de prestar depoimento formal.







