Com o fim do período de Páscoa, o planejamento para os próximos dias de descanso já mobiliza os brasileiros. O calendário de 2026 reserva sete feriados nacionais com possibilidade de emenda até o encerramento do ano, além do ponto facultativo de Corpus Christi. A sequência de datas favoráveis a viagens curtas e lazer começa ainda em abril e se estende até o Natal.
O próximo descanso prolongado é o de Tiradentes, em 21 de abril, que cai em uma terça-feira. Em seguida, o Dia do Trabalho (1º de maio) ocorre em uma sexta-feira. No segundo semestre, a concentração de folgas em segundas-feiras beneficia o turismo: Independência do Brasil (7 de setembro), Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro) e Finados (2 de novembro).
Custos de passagens e impacto do combustível
Apesar do cenário favorável para o turismo, o viajante que optar pelo transporte aéreo deve enfrentar preços mais elevados. No início de abril, a Petrobras anunciou um reajuste de 55% no querosene de aviação (QAV). Embora o repasse para as distribuidoras seja escalonado, o impacto final ao consumidor é direto, visto que o combustível representa aproximadamente 45% do valor total de uma passagem aérea. A estimativa é de que os bilhetes sofram um aumento médio de 20%.
Para tentar conter a escalada de preços, o governo federal anunciou medidas emergenciais, como a isenção de PIS e Cofins sobre o combustível de aviação. No entanto, a eficácia dessas ações ainda é incerta devido ao cenário geopolítico internacional. O principal fator de pressão sobre os preços é o conflito no Oriente Médio, que gera instabilidade no mercado global de petróleo.
Perspectivas para o mercado aéreo
Especialistas indicam que o comportamento dos preços nos próximos meses dependerá da duração das tensões internacionais. Segundo Adalberto Febeliano, engenheiro e mestre em transporte aéreo, se o conflito for breve e as coisas se acomodarem em cerca de duas semanas, o custo dos combustíveis pode retroceder.
Entretanto, uma guerra prolongada pode estabelecer um novo patamar de preços. “Se ela se prolongar por muitos meses, a gente vai ter uma mudança de patamar que vai ser mais longa e mais prejudicial para os mercados”, analisa Febeliano. Por ora, a recomendação para o passageiro é o planejamento antecipado para tentar mitigar a volatilidade das tarifas.







