Mundo – Dirigentes de clubes do Uruguai apresentaram uma reclamação à Conmebol contra o Brasil, alegando abusos e favorecimento. Argentinos e paraguaios, dizem ser vítimas de xenofobia e violência policial no Brasil. O presidente do Peñarol, Ignacio Ruglio, afirmou à rádio “Carve Deportiva” que há um privilégio das equipes brasileiras e criticou a reação aos casos de racismo.
“O que acontece é que eles (os brasileiros) te matam, espancam, fazem o que querem, aí um torcedor faz gesto racista, o que é errado, e vira um drama. Um mínimo gesto, que não deveria ser feito, mas um pequeno gesto feito no Brasil vira um drama (…). Em algum momento vamos começar a reclamar em massa para a Conmebol”, declarou.
A reclamação ocorre após o episódio em que o atacante Luighi, do Palmeiras, ser alvo de ofensas racistas por um torcedor do Cerro Porteño, durante jogo entre os dois times, no Paraguai, pela Taça Conmebol Libertadores sub-20.
O time paulista venceu por 3 a 0. Ao sair de campo, para ser substituído, um torcedor fez gestos imitando macaco e outro torcedor cuspiu no atleta, através do alambrado.
Ao ser entrevistado, depois do jogo, Luighi se recusou a falar sobre a partida. Chorando, ele reclamou do racismo sofrido e cobrou providências da Conmebol. “A Conmebol vai fazer o que sobre Isso? O que fizeram comigo foi um crime”, desabafou o atleta.