O ex-príncipe Andrew foi solto nesta quinta-feira (19), no Reino Unido, após permanecer 11 horas detido sob suspeita de má conduta em cargo público. A polícia investiga se o irmão do rei Charles III compartilhou informações confidenciais com Jeffrey Epstein enquanto atuava como representante comercial.
Andrew Mountbatten-Windsor deixou a delegacia de Aylsham reclinado no banco de trás de um veículo por volta das 19h (horário local). Ele havia sido detido pela manhã em Sandringham, propriedade rural da família real em Norfolk, em uma operação que incluiu buscas em endereços ligados a ele nos condados de Berkshire e Norfolk.
A investigação, conduzida pela Polícia do Vale do Tâmisa, ganhou força após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgar novos documentos do caso Epstein. As autoridades britânicas apuram se Andrew repassou relatórios sensíveis ao financista na época em que servia como enviado especial do Reino Unido para comércio e investimento. Caso seja condenado por má conduta no exercício de cargo público, o ex-príncipe pode enfrentar a pena de prisão perpétua.
Em comunicado oficial, o rei Charles III manifestou “profunda preocupação” com a notícia, mas ressaltou que “a lei deve seguir seu curso” e garantiu cooperação total das autoridades reais com a polícia. Segundo a imprensa britânica, o monarca não foi avisado previamente sobre a prisão do irmão.
Andrew, que completou 66 anos no dia da detenção, nega veementemente qualquer irregularidade. Ele já havia sido destituído de seus títulos e funções oficiais em outubro de 2025, após desdobramentos anteriores de sua ligação com Epstein e acusações de agressão sexual feitas por Virginia Giuffre — testemunha do caso que faleceu em 2025. A polícia informou que o ex-príncipe foi liberado sob investigação enquanto as diligências prosseguem.







