O Papa Leão 14 realizou, na noite de quinta-feira (1), o tradicional ritual de lava-pés no Vaticano. O gesto, que antecede as celebrações da Páscoa, reuniu 12 escolhidos em uma cerimônia marcada pela emoção e pelo simbolismo. A ação é inspirada na passagem bíblica em que Jesus Cristo lava os pés de seus apóstolos na noite anterior à sua morte, deixando uma lição de servidão.
Durante a celebração, o pontífice derramou água, secou e beijou os pés de cada um dos participantes. Neste ano, a escolha do grupo para o ritual foi explicada por autoridades da Santa Sé como uma demonstração de apoio e reconhecimento ao trabalho exaustivo de membros do clero, que muitas vezes enfrentam longas jornadas e acumulam a liderança de diversas paróquias simultaneamente.
Em sua homilia, o papa destacou o caráter libertador do gesto. “Deus nos deu um exemplo, não de como dominar, mas de como libertar”, afirmou o Papa. Ele reforçou que a cerimônia não é apenas um protocolo anual, mas um chamado para que os fiéis cuidem dos mais necessitados e vulneráveis.
Para o pontífice, o lava-pés deve servir de inspiração cotidiana para os católicos, reiterando o compromisso da Igreja com o serviço e a solidariedade. A cerimônia abre o Tríduo Pascal, o período mais importante do calendário litúrgico, que culmina no Domingo de Páscoa.






