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Polícia Civil do Amazonas já prendeu dez pessoas no ‘Caso Djidja’

Presos são suspeitos de envolvimento na distribuição irregular de ketamina e na formação de uma seita

Redação por Redação
11 de junho de 2024
em DESTAQUE, POLÍCIA
Tempo de leitura: 3
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Polícia Civil do Amazonas já prendeu dez pessoas no ‘Caso Djidja’

Reprodução/Redes Sociais

Manaus (AM) – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e com o apoio dos DIPs da Seccional Sul e do Ministério da Agricultura e Pecuária, deflagrou, na sexta-feira (7), a 2ª fase da Operação Mandrágora, que culminou na prisão de cinco suspeitos envolvidos na distribuição de ketamina de maneira ilegal. As prisões ocorreram em diferentes zonas de Manaus.

Os presos foram identificados como José Máximo Silva de Oliveira, 45 anos, proprietário de uma clínica veterinária, e dois funcionários do local identificados como Emicley Araújo Freitas Júnior e Sávio Soares Pereira.

Além disso, também foram presos Bruno Roberto, ex-namorado de Dilemar Cardoso Carlos da Silva, conhecida como “Djidja Cardoso”, que foi encontrada morta no dia 28 de maio deste ano, no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus; e o personal trainer da família Cardoso, Hatus Silveira.

Em coletiva de imprensa realizada na Delegacia Geral (DG), nesta segunda-feira (10), o delegado Cícero Túlio, titular do 1º DIP, disse que as prisões de Bruno e Hatus se deram em razão de inconsistências em seus depoimentos e de diversas conversas em seus aparelhos celulares com Cleusimar Cardoso Rodrigues, 53 anos, mãe de Djidja, já presa na 1ª fase da Operação.

José Máximo, dono de uma clínica veterinária, juntamente com os outros dois funcionários, foram presos por facilitar o fornecimento do medicamento a Cleusimar.

Divulgação/PC-AM

“Entendemos por representar pela prisão tanto de Bruno quanto de Hatus, haja vista as inconsistências identificadas nos depoimentos deles, quando confrontadas com os dados colhidos nos aparelhos telefônicos apreendidos durante a 1ª fase da Operação. Notamos que algumas informações inverídicas foram prestadas, pois encontramos no celular de Cleusimar conversas dela com ambos”, disse o delegado.

Segundo a autoridade policial, mediante as provas colhidas, foi possível representar pela prisão preventiva e temporária deles, as quais foram deferidas pelo Poder Judiciário.

1ª Fase – Operação Mandrágora

De acordo com o delegado, a ordem cronológica dos fatos é a seguinte: Ademar Farias Cardoso Neto, 29 anos, irmão de Djidja, também preso na 1ª fase da ação, teve contato com a Ketamina durante uma viagem a Londres. Ao retornar para Manaus, ele conheceu um casal que lhe apresentou o medicamento na forma em pó.

“A partir de então, ele e seus familiares começaram a fazer uma espécie de experimentação para descobrir qual seria a melhor forma de utilização, visando render mais aplicações e consumo. Foi assim que chegaram à forma de aplicação subcutânea, que permite a injeção do medicamento diretamente no tecido que fica abaixo da camada superficial da pele (a derme) e acima do tecido muscular”, explicou o delegado.

Durante as diligências, foi possível identificar que Cleusimar, além de usar a droga, começou a fazer uso de um livro chamado Cartas de Cristo e a realizar uma espécie de culto, onde faziam uma interpretação equivocada do livro. A partir de então, eles passaram a cooptar outras pessoas, principalmente funcionários do salão de beleza de Cleusimar. No total, dez pessoas já foram presas desde o início da Operação Mandrágora.

“Em determinado momento, a família Cardoso enfrentou dificuldades para comprar o medicamento. Foi então que Bruno teve acesso a Hatus, pois este trabalhava com fisiculturismo. Eles viram nessa aproximação uma oportunidade de fazer uma ligação entre Hatus e as empresas veterinárias para obter a ketamina com maior facilidade. Nesse aspecto, todos acabaram se vinculando e entrando na seita religiosa, facilitando o acesso da família Cardoso às clínicas veterinárias”, esclareceu o delegado.

As investigações apontam que já havia sido feita uma alteração na Classificação Nacional das Atividades Econômicas (CNAE) da rede de salões de beleza da família Cardoso. Eles pretendiam abrir uma clínica veterinária para facilitar o acesso ao medicamento.

Todos foram submetidos a audiência de custódia e permanecerão à disposição da Justiça.

Tags: Amazonascaso djidjapolícia

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