Nívia de Lima fez história no ano de 2026. A profissional tornou-se a primeira mulher auxiliar técnica na Série A do Campeonato Brasileiro no empate em 1 a 1 entre Chapecoense e Vitória, no último domingo. Ela faz parte da comissão do Verdão do Oeste desde 2012.
No início desta temporada, Nívia já tinha colocado seu nome no pioneirismo do futebol nacional. Ela se tornou a primeira mulher a vencer uma partida da Copinha Masculina como técnica na vitória da Chapecoense diante o Volta Redonda.
A trajetória
Nívia foi jogadora e, quando resolveu virar técnica, em 2012, sofreu preconceito logo de cara, na primeira experiência. Ela tinha sido contratada por Sandro Luiz Pallaoro – presidente histórico da Chapecoense que morreu na tragédia de 2016. Mas quando Nívia começou a treinar jovens da escolinha de futebol da Chape, foi rejeitada.
Logo Nívia começou a trabalhar nas categorias de base mais competitivas, a partir do sub-12. Primeiro foi colocada só como assistente, para diminuir a resistência contra ela. E aos poucos subiu de categorias até chegar no sub-20, no ano passado.
Inspiração em Muricy Ramalho
Questionada sobre as principais referências na profissão, Nívia citou Muricy Ramalho e lembrou que já recebeu uma mensagem do ídolo do São Paulo.
No começo da minha carreira, eu me inspirava muito no Muricy. Eu tinha essa questão do ‘trabalho’. Até o Muricy mandou uma mensagem para mim na época – Nívia de Lima, em entrevista ao Band.com.br







