A Refinaria da Amazônia (REAM) emitiu uma nota oficial nesta semana para esclarecer sua política de preços e o impacto da crise no Oriente Médio no abastecimento regional.
Segundo a empresa, a disparada do petróleo tipo Brent — que saltou de US$ 73 para US$ 110 por barril em menos de um mês — e a alta internacional de até 65% no diesel forçaram a aplicação do Preço de Paridade de Importação (PPI).
A refinaria destaca que, embora opere com unidades de destilação ativa, a planta original da década de 1950 exige a importação de insumos dolarizados para finalizar combustíveis como a gasolina e o diesel S-10 dentro das normas brasileiras.
Confira a nota na íntegra
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Refinaria da Amazônia (REAM), diante do cenário de escalada dos conflitos no Oriente Médio, da menor oferta global e da volatilidade nos mercados de petróleo e combustíveis, vem esclarecer que não atua de forma isolada no abastecimento, nem na formação de preços dos combustíveis na região.
A REAM fornece aos distribuidores cerca de 30% do volume comercializado pelos postos do Estado do Amazonas e 5% do volume da Região Norte; o restante é suprido por múltiplos agentes que operam na região, incluindo a Petrobras, importadores e operadores logísticos.
Compromisso com o Abastecimento
Mesmo neste contexto de turbulência global, a REAM reforça seu compromisso com o abastecimento regional, refinando e produzindo combustíveis para mitigar riscos de desabastecimento.
Vale observar que nossas unidades de destilação atmosférica estão em operação, mas, devido às características industriais da planta (construída na década de 1950), não produzem gasolina e diesel rodoviário ($S-10$ e $S-500$) diretamente apenas pelo processo de refino. Por isso, é necessária a importação de insumos derivados de petróleo, adquiridos no mercado internacional, para formulação junto à produção da refinaria, visando atingir as especificações exigidas pela legislação brasileira.
Custos e Indicadores Internacionais
Tanto o petróleo que a REAM refina — seja de origem importada ou nacional, inclusive o de Urucu (Coari/AM) — quanto os insumos importados para a finalização dos combustíveis, são adquiridos em dólar. Os preços seguem indicadores internacionais, como o petróleo tipo Brent e os índices de mercado de diesel e gasolina.
Impactos recentes (de 28/02/26 a 18/03/26):
Gasolina: alta de 36% no mercado internacional.
Diesel: alta de 65% no mercado internacional.
Barril de Petróleo: subiu US$ 37, saltando de US$ 73 para US$ 110.
Política de Preços
Além dos índices globais, os preços da REAM consideram fretes, seguros e custos de internalização, que operam em cotações máximas. Nesse contexto, como os fornecedores praticam preços internacionais, a REAM aplica aos seus clientes o Preço de Paridade de Importação (PPI).
Essa medida é condição necessária para a reposição de estoques e a manutenção segura do abastecimento, uma vez que preços em desequilíbrio com o mercado global comprometem a operação e a oferta regular. Este modelo é o mesmo adotado por empresas privadas do setor em todo o mundo para garantir a continuidade do fornecimento.







