Presidente Figueiredo (AM) – O manuseio de uma sucuri-verde pelo guia Mário Sérgio na Cachoeira da Neblina, em Presidente Figueiredo (AM), gerou repercussão nas redes sociais após vídeo divulgado neste domingo (26). A retirada do animal da água, justificada como medida de proteção diante da presença de turistas, dividiu opiniões sobre a interação com a vida silvestre.
As imagens, publicadas originalmente no perfil “Guia de Turismo Amazonas”, mostram o réptil inicialmente na água e, posteriormente, sendo segurado pelo profissional próximo aos banhistas. Enquanto parte do público na internet questionou a veracidade do vídeo — chegando a sugerir o uso de Inteligência Artificial — outros criticaram a invasão ao habitat natural com comentários como “por que incomodar o animal?”.
O guia Mário Sérgio, com 18 anos de experiência em ecoturismo, defendeu sua conduta afirmando que a sucuri estava sendo cercada e “perturbada” por visitantes, o que gerava riscos mútuos. Segundo ele, a realocação foi feita para um ponto mais seguro e menos movimentado da corredeira. O animal foi identificado como uma *Eunectes akayima*, espécie predadora de topo em áreas alagadas amazônicas.
A repercussão atraiu a análise de especialistas. Joel Araújo, superintendente do Ibama-AM, declarou que, em princípio, o manuseio temporário para devolução à natureza não configura crime ambiental, embora exija capacitação técnica. Contudo, biólogos alertam que retirar o animal à força eleva o nível de estresse, podendo liberar hormônios que tornam a sucuri imprevisível e defensiva, aumentando o risco de ataques. A orientação oficial é manter distância e não tocar em animais silvestres.
Ver essa foto no Instagram







