Band AM
Facebook Instagram Twitter-square
Band AM
  • HOME
  • CIDADES
  • POLÍCIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES
  • CULTURA
  • ESPORTE
  • ECONOMIA
  • ENTRETENIMENTO
  • MUNDO
  • VÍDEOS
  • HOME
  • CIDADES
  • POLÍCIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES
  • CULTURA
  • ESPORTE
  • ECONOMIA
  • ENTRETENIMENTO
  • MUNDO
  • VÍDEOS
  • HOME
  • CIDADES
  • POLÍCIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES
  • CULTURA
  • ESPORTE
  • ECONOMIA
  • ENTRETENIMENTO
  • MUNDO
  • VÍDEOS
  • HOME
  • CIDADES
  • POLÍCIA
  • POLÍTICA
  • ELEIÇÕES
  • CULTURA
  • ESPORTE
  • ECONOMIA
  • ENTRETENIMENTO
  • MUNDO
  • VÍDEOS
https://www.youtube.com/@bandamazonas13/featured https://www.youtube.com/@bandamazonas13/featured https://www.youtube.com/@bandamazonas13/featured
Home CIDADES

Desmatamento em terras indígenas provocou emissão de CO2 na Amazônia

Redação Band por Redação Band
4 de maio de 2023
em CIDADES
Tempo de leitura: 5
0
Desmatamento em terras indígenas provocou emissão de CO2 na Amazônia

O desmatamento em terras indígenas (TIs) na Amazônia brasileira provocou a emissão de 96 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) entre 2013 e 2021. Desse total, 59% foram emitidos nos últimos três anos analisados (2019-2021), quando houve intensificação da devastação, mostrou pesquisa liderada por brasileiros divulgada na revista Scientific Reports. Emissão fez nessas áreas o papel de “sequestrador de carbono” da floresta.

“O avanço da emissão de CO2 é resultado do aumento do desmatamento, que impacta a floresta, e assim essa floresta acaba virando gases de efeito estufa que vão contribuir negativamente para o aquecimento do planeta e para as mudanças climáticas”, explica o primeiro autor do artigo, Celso H. L. Silva-Junior, professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Consideradas um modelo eficiente de preservação da floresta, as TIs têm sofrido crescentes pressões, como o aumento de garimpos e madeireiros ilegais. Com o avanço da devastação, causada por diferentes riscos ambientais, como o enfraquecimento da fiscalização e a redução da proteção e dos direitos dos povos, as terras indígenas podem reverter o papel vital de áreas protegidas no combate às mudanças climáticas e na manutenção da floresta em pé.

“O trabalho mostrou que o aumento do desmatamento,  principalmente nos últimos três que analisamos, 2019, 2020 e 2021, que coincide com o governo passado, tem essa reversão do papel dessas terras indígenas, justamente porque houve o enfraquecimento de todo o sistema de gestão ambiental do país, da fiscalização de órgãos ligado às questões indígenas, tudo isso levou ao aumento do desmatamento nessas áreas”, destaca o professor, que ainda completa:

“Essas terras indígenas, foram feitas, primeiro para garantir o direito aos povos originários indígenas, mas também servem como áreas para evitar essas emissões de carbono. Então é uma solução para reduzir essas emissões de carbono, o que ajudaria o Brasil nos compromissos assumidos nos acordos climáticos”. O Brasil assumiu no Acordo do Clima de Paris a meta de recuperar 12 milhões de hectares de floresta até 2030 e se comprometeu a neutralizar as emissões de carbono até 2050.

A pesquisa mostrou que o desmatamento nas TIs atingiu uma área de 1.708 quilômetros quadrados (km²), o que equivale a 2,38% de todo o desmate na Amazônia brasileira no período. Em 232 TIs analisadas, a taxa de devastação foi, em média, de 35 km² ao ano, representando aumento de 129% entre 2013 e 2021. Considerando apenas os três últimos anos, o crescimento foi 195%.

“Em números absolutos, a área devastada nas TIs pode parecer pouca, mas, como se trata de uma região destinada à proteção ambiental, a magnitude do impacto é muito maior.  Como o caso da Terra Yanomami, os conflitos e a invasão dessas terras causaram a proliferação de doenças, contaminação por mercúrio e dos recursos hídricos, que levou a morte de diversos indígenas ianomâmis”, lamenta o professor.

O estudo apresenta outra informação preocupante: a derrubada da floresta está 30% mais distante das fronteiras em direção ao interior das terras indígenas, entrando até 8,87 km ao ano além da borda. “No passado, ficava concentrado nas fronteiras das terras indígenas, no entanto o desmatamento nos últimos três anos de análise, teve a capacidade de adentrar mais ainda essas terras indígenas. E isso é perigoso porque está levando atividades antrópicas [atuação humana sobre a natureza, com intencionalidade de modificação], que podem impactar os indígenas isolados, acaba levando doenças e se torna um problema de saúde pública dentro dessas terras indígenas”, alertou Silva-Junior.

 

Mão dupla

As florestas tropicais são um dos ecossistemas mais importantes na diminuição das mudanças climáticas. Mas podem funcionar como via de mão dupla, absorvendo carbono enquanto crescem e se mantêm, mas liberando os gases quando degradadas ou desmatadas, por isso a importância da conservação e de políticas de combate ao desmatamento, reforça o pesquisador.

“As terras indígenas tem um papel crucial para a preservação das florestas. Por isso é interessante também que o governo atual, assim como anunciado recentemente, faça a demarcação de seis novas terras indígenas. Além dessas, que tenhamos mais TIs. As áreas de florestas, dentro do domínio do Governo Federal, elas precisam ser destinadas para conservação, é algo benéfico tanto para o Brasil quanto para o mundo, em diversos campos”.

 

Desmatamento

A pesquisa mostra que 42% das TIs analisadas tiveram alta da taxa de desmatamento, sendo que em 20 delas a tendência foi mais significativa. Entre essas, a TI Arara registrou a menor taxa (0,02 km² ao ano), enquanto a Apyterewa teve a maior (8,58 km² ao ano). Ambas estão localizadas no Estado do Pará.

Por outro lado, 11% das áreas analisadas reduziram o desmatamento, sendo cinco mais significativamente. Entre elas está a TI Alto Turiaçu, no Maranhão, onde vivem cerca de 1.500 indígenas dos povos Awa Guajá, Ka'apor e Tembé.

“É algo que a gente ainda vai investigar com mais aprofundamento. No caso do Maranhão, são áreas que foram desmatadas e são terras indígenas que têm iniciativas próprias de combate a madeireiros e a mineradores ilegais. Embora tenha tido esse enfraquecimento da proteção dessas áreas de forma oficial, essas áreas têm iniciativas dos indígenas que coibem com essas atividades ilegais dentro dessas terras”, explicou Silva-Junior.

 

Políticas públicas

No artigo, os pesquisadores descreveram seis recomendações, para contribuir com o avanço das políticas públicas voltadas a evitar o avanço do desmatamento nessas áreas.

São elas: a revogação de leis e normas que causaram retrocessos ambientais; o fortalecimento de instituições de fiscalização; a criação de zonas de amortecimento de 10 km entre TIs e áreas de exploração mineral ou de projetos de alto impacto, além do cancelamento de todos os CARs (Cadastro Ambiental Rural) dentro das TIs.

Propõem ainda o apoio a iniciativas que promovam agricultura e outras práticas sustentáveis de uso da terra, incluindo projetos de restauração de ecossistemas, e o fortalecimento do monitoramento por sensoriamento remoto, com investimentos no desenvolvimento de novos sistemas com melhorias em frequência e escala.

Por fim, relembram a importância do fortalecimento da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), órgão federal responsável pela garantia dos direitos indígenas.

O estudo também recebeu financiamento por meio do Centro de Pesquisa e Inovação de Gases de Efeito Estufa (RCGI) – um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) constituído por FAPESP e Shell na Universidade de São Paulo (USP) – e de um Projeto Temático vinculado ao Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).

Tags: amazôniadesmatamento

Leia também

Defensoria Pública celebra Dia das Mães com foco no fortalecimento de vínculos de jovens do sistema socioeducativo Atividade do projeto ‘Ensina-me a Sonhar’ no Centro Dagmar Feitoza contou com palestra do escritor Tenório Telles e confraternização entre filhos e mães A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) realizou, nesta quarta-feira (6), uma atividade especial do projeto “Ensina-me a Sonhar” no Centro Socioeducativo Dagmar Feitoza, localizado no bairro Alvorada, na Zona Centro-Oeste de Manaus. A ação em homenagem ao Dia das Mães, celebrado no próximo domingo, reuniu jovens que cumprem medidas socioeducativas e suas mães, em uma tarde com palestra do escritor Tenório Telles e momento de confraternização. Coordenador do “Ensina-me”, o defensor público Eduardo Ituassú explica que uma das técnicas de abordagem da socioeducação e da ressocialização é a reinserção familiar e o estreitamento dos vínculos familiares. “Muitas vezes, os adolescentes quando passam por esses problemas estão com os vínculos familiares fragilizados e até rompidos. Então, a equipe técnica faz esse trabalho de reestreitar o vínculo, e a Defensoria vem buscando isso também”, disse. “Por isso, trouxemos mães biológicas e afetivas para esse momento, essa tarde de poesia, de reflexão e exemplos, mostrando que todos nós temos problemas, mas todos nós também temos capacidade de superá-los”, pontuou. A iniciativa foi recebida com emoção pelas mães presentes. Mariana de Oliveira Gomes disse que momentos como esse são essenciais para que os jovens compreendam o valor da união familiar em suas vidas. “Hoje percebi que todos nós temos lutas parecidas. E nós não podemos desistir dos nossos filhos, porque eles são presentes de Deus nas nossas vidas”, afirmou. O sentimento de esperança também foi compartilhado por Grasiane Rodrigues Andrade, que vê no projeto uma oportunidade de recomeço após períodos de extrema dificuldade. “É um incentivo e uma ajuda muito grande. É um recomeço para nós, como mães, e para nossos filhos voltarem a sonhar”, disse. Grasiane relatou sua luta pessoal, mencionando que o filho chegou a viver em situação de rua por meses e que ela enfrentou a depressão, mas que hoje vive um momento de renovação. “Para mim é uma esperança nova. Acredito que hoje meu filho está por cima de tudo o que ele passou, assim como todos os jovens que estão aqui”, acrescentou. Palestrante convidado, o escritor Tenório Telles contou um pouco de sua trajetória e a importância do apoio e aconselhamento da mãe para o seu desenvolvimento pessoal. Sobre o diálogo com os jovens e suas mães, ele descreveu a experiência como um momento de profunda humanidade e solidariedade. Conforme o escritor, ouvir os relatos de sacrifício das mães reforça a necessidade de ações coletivas para o resgate dos jovens. “São momentos que nos fazem ver como podemos contribuir para o processo de resgate da vida das pessoas, em especial dos jovens. O ‘Ensina-me a Sonhar’ é um projeto de profunda humanidade e um exemplo do que pode ser feito para melhorar a sociedade e proporcionar oportunidades para famílias que, muitas vezes, vivem no desespero”, observou Telles. “Saio daqui contente, muito feliz de ver que esse trabalho está dando resultados e que muitas mães estão conseguindo resgatar seus filhos da violência”, concluiu. A atividade contou com a participação das defensoras Monique Cruz e Dâmea Mourão, também coordenadoras do “Ensina-me a Sonhar”, e com o apoio técnico dos servidores da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Sejusc). Sobre o projeto Lançado em 2017, o projeto “Ensina-me a Sonhar” promove para jovens em cumprimento de medidas socioeducativas oficinas, palestras e ações formativas voltadas à educação, cidadania e inserção no mercado de trabalho, evitando reincidências. Profissionais de diversas áreas conversam com os jovens, visando ampliar perspectivas para os adolescentes. “Buscamos mostrar para os adolescentes que todos nós passamos problemas, mas todos nós temos a capacidade de nos reinventar. Então, o Ensina-me a Sonhar mostra as possibilidades, procurando dar um novo caminho e mostrar para a família que tudo é possível”, explicou o defensor Eduardo Ituassú. Texto: Luciano Falbo Fotos: Luiz Felipe Santos/DPE-AM
CIDADES

Defensoria Pública celebra Dia das Mães com foco no fortalecimento de vínculos de jovens do sistema socioeducativo

7 de maio de 2026
’Defensoria Tá na Área’ chega à segunda comunidade indígena de Borba para atendimento jurídico gratuito
CIDADES

’Defensoria Tá na Área’ chega à segunda comunidade indígena de Borba para atendimento jurídico gratuito

7 de maio de 2026
Higienização adequada reduz riscos de crises alérgicas em ambientes fechados
CIDADES

Higienização adequada reduz riscos de crises alérgicas em ambientes fechados

7 de maio de 2026
Amazonas sediará lançamento de obra coletiva sobre a participação da Defensoria Pública na COP30
CIDADES

Amazonas sediará lançamento de obra coletiva sobre a participação da Defensoria Pública na COP30

7 de maio de 2026
Opera+ Amazonas é ampliado com foco em cirurgias de alta complexidade e saúde da mulher
CIDADES

Opera+ Amazonas é ampliado com foco em cirurgias de alta complexidade e saúde da mulher

7 de maio de 2026
Campanha ‘Maio Amarelo 2026’ é lançada em Manaus
CIDADES

Campanha ‘Maio Amarelo 2026’ é lançada em Manaus com foco na conscientização no trânsito

7 de maio de 2026
Ver mais

MAIS LIDAS

  • Documentário sobre "Santa Etelvina" estreia no cemitério São João Batista

    Documentário sobre “Santa Etelvina” estreia no cemitério São João Batista

    0 ações
    Compartilhar 0 Tweet 0
  • Band Mulher especial Dia das Mães traz histórias de mulheres empreendedoras

    0 ações
    Compartilhar 0 Tweet 0
  • Dois homens são procurados por roubo a ônibus da linha 126 em Manaus

    0 ações
    Compartilhar 0 Tweet 0

Siga-nos

FALE CONOSCO

Todos os direitos reservados - Band Amazonas
Av. André Araújo, 1981 - Aleixo, Manaus - AM, 69060-000

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Contato
  • Portal

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.