A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada em Crimes contra a Pessoa Idosa (DECCI), em conjunto com a Polícia Civil do Pará (PCPA), cumpriu, na segunda-feira (02/02), um mandado de prisão preventiva contra uma mulher, de 57 anos, investigada pelo crime de extorsão praticado contra duas idosas, de 79 e 87 anos. Os prejuízos causados às vítimas ultrapassam R$ 57 mil.
A suspeita estava foragida do estado do Pará e foi localizada em uma residência alugada no bairro Nova Cidade, zona norte de Manaus.
De acordo com a delegada Mayara Magna, que está respondendo pela DECCI, a mulher se apresentava como pastora e utilizava a fé das vítimas, ambas paraenses e evangélicas, para obter vantagens financeiras ilícitas.

“Ela se aproveitava da boa-fé das idosas para induzi-las a realizar transferências via Pix, alegando que poderiam ‘ir para o inferno’ caso não ajudassem financeiramente. O dinheiro seria destinado, supostamente, a um noivo estrangeiro que estaria preso. A partir das investigações, foi verificado que ela estava escondida em Manaus”, explicou a delegada.
A delegada Rosanna Barbosa, da Delegacia de Proteção à Pessoa Idosa (DPID) da PCPA, informou que as investigações tiveram início em 2024, após familiares de uma das vítimas denunciarem o caso às autoridades.

“As vítimas chegaram a comprometer significativamente seus recursos financeiros, passando a enfrentar dificuldades econômicas. Os familiares perceberam comportamentos atípicos, como pedidos constantes de dinheiro a conhecidos e a realização de empréstimos em valores elevados”, relatou.
Foi apurado que a idosa de 79 anos transferiu aproximadamente R$ 32 mil à suspeita, enquanto a vítima de 87 anos repassou cerca de R$ 25 mil. Em um dos episódios, a investigada chegou a orientar uma das idosas a apagar as conversas mantidas entre ambas, com o objetivo de ocultar provas.
As investigações prosseguem para identificar o destino das quantias recebidas e apurar se o suposto parceiro estrangeiro realmente existe ou se foi utilizado apenas como pretexto para a prática criminosa.
A mulher responderá por extorsão qualificada, passará por audiência de custódia e permanecerá à disposição do Poder Judiciário.







