As oficinas literárias do Amazônia das Palavras – Quarta Edição transformam escolas públicas em espaços de experimentação, escuta e criação, ampliando as formas de acesso à leitura entre estudantes e educadores. Além de incentivar o hábito de ler, as atividades propõem caminhos para interpretar o mundo, elaborar narrativas e reconhecer a própria voz por meio da literatura.
As oficinas integram a programação da expedição literária que percorre, entre os dias 4 e 18 de maio de 2026, os municípios de Coari, Codajás, Anori, Anamã, Manacapuru, Iranduba e Manaus, levando ações educativas a comunidades ribeirinhas ao longo dos rios Solimões e Negro.
Em cada escola atendida, estudantes e professores participam de uma jornada formativa que articula leitura, escrita e expressão artística. Ao longo das atividades, a literatura deixa de ser apenas conteúdo e passa a ser vivência, seja na criação de textos, na oralidade ou na construção de narrativas que partem do cotidiano dos próprios participantes.
A proposta do projeto parte do entendimento de que ler e escrever são também formas de compreender a realidade, registrar experiências e ampliar repertórios, conectando saberes escolares às vivências amazônicas.
Tradição, contemporaneidade e diferentes linguagens
A diversidade das oficinas é um dos principais diferenciais do projeto. As atividades atravessam diferentes linguagens e aproximam os estudantes de formas variadas de expressão. Entre os destaques está a oficina sobre o nheengatu, conduzida pelo escritor indígena Yaguarê Yamã, que apresenta a língua como patrimônio vivo da Amazônia e convida à reflexão sobre identidade, memória e resistência cultural.
A produção de textos literários ganha espaço com o poeta e ator Dori Carvalho, que estimula a criação de contos, crônicas e poemas a partir das histórias e referências dos próprios estudantes. Já a poesia falada aparece na oficina de slam, com Emerson Alcalde, referência nacional no movimento, que trabalha a oralidade como ferramenta de expressão e pertencimento.
Outras oficinas ampliam esse diálogo ao conectar literatura com diferentes áreas artísticas. A linguagem da animação é explorada por Eliane Gordeeff e Cláudio Roberto, que apresentam o audiovisual como forma de construir narrativas. A relação entre música e literatura é trabalhada por Thiago Thiago de Mello, a partir dos sons e memórias da vivência amazônica.
A moda também entra como linguagem narrativa na oficina de Marcela Kopanakis, que propõe reflexões sobre identidade e expressão estética, enquanto o cinema é abordado por Bete Bullara como ferramenta pedagógica e de leitura de mundo dentro da sala de aula.
Formação que permanece na escola
Além da vivência com os estudantes, as oficinas também fortalecem o trabalho dos educadores, ao apresentar metodologias que podem ser incorporadas ao cotidiano escolar. A proposta é ampliar as possibilidades de ensino da literatura, integrando diferentes linguagens e aproximando os conteúdos da realidade dos alunos.
Para a diretora da Associação Mapinguari, Fernanda Kopanakis, as oficinas são o coração do projeto. “As oficinas criam pontes entre a literatura e a vida dos estudantes. Elas mostram que a leitura não está distante da realidade, mas faz parte dela. Quando o estudante se reconhece nas histórias e percebe que também pode criar, algo muda na forma como ele se relaciona com o conhecimento”, afirma.
O Amazônia das Palavras – Quarta Edição , é um projeto patrocinado pela TAG, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura; Apoio: Cigás, Promoção: Fundação Rede Amazônica. Realização: Associação Mapinguari, Ministério da Cultura e Governo do Brasil – do lado do povo brasileiro.
Assessoria de Imprensa








