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Atendimento intensivo da Hapvida salva recém-nascido com diagnóstico grave

Caso acende alerta para riscos da bronquiolite e sepse em bebês e reforça a importância da agilidade no atendimento e do suporte humanizado

Redação por Redação
23 de fevereiro de 2026
em CIDADES
Tempo de leitura: 4
0
Atendimento intensivo da Hapvida salva recém-nascido com diagnóstico grave

(Foto: Divulgação/ asscom)

Manaus (AM) – Com apenas 25 dias de vida, o pequeno Henrique Audric foi internado em estado gravíssimo no Hospital Rio Solimões, da Hapvida, em Manaus, após ser diagnosticado com bronquiolite, pneumonia e infecção generalizada (sepse). Encaminhado imediatamente à sala vermelha, o recém-nascido precisou ser intubado e submetido a protocolos intensivos de estabilização. Após dias de tratamento e acompanhamento rigoroso, recebeu alta sem sequelas respiratórias ou físicas.

O nascimento de um filho costuma ser marcado por descobertas e aprendizados diários, especialmente para mães de primeira viagem. Para Aline Rosa dos Santos, a experiência ganhou contornos de urgência e medo quando percebeu que o que parecia ser apenas um desconforto comum escondia um quadro clínico grave. O instinto materno, aliado ao rápido acesso à assistência médica, foi decisivo para mudar o rumo da história.

A chegada ao hospital deu início a uma verdadeira corrida contra o tempo. A equipe médica identificou rapidamente a gravidade do quadro e iniciou os protocolos emergenciais para estabilizar o bebê. A intubação foi necessária para garantir a oxigenação adequada e preservar suas funções vitais. Além disso, Henrique precisou permanecer em isolamento rigoroso, com controle inclusive do toque físico, para evitar estímulos excessivos e reduzir riscos durante a fase crítica.

“Tive que aprender, muito rapidamente, o que significavam termos como saturação e frequência cardíaca. Foi tudo muito intenso. Como mãe, a gente se sente pequena diante da situação, mas em nenhum momento duvidei da capacidade da equipe. Confiamos nos médicos e profissionais que cuidaram dele, e isso fez toda a diferença”, relembra Aline.

A transparência e a comunicação constante da equipe multiprofissional foram apontadas pela família como diferenciais durante o período de internação. Médicos e enfermeiros mantiveram os pais informados sobre cada procedimento, evolução clínica e próximos passos do tratamento.

“Fomos recebidos com total atenção. Éramos informados de cada passo dado, o que me trazia conforto porque não ficava com dúvidas; elas eram tiradas na hora. Creio que a medicina faz a parte dela, mas Deus faz o impossível. Cada dia vencido é uma vitória, cada pequena melhora é um milagre. Mesmo quando tudo parece escuro, há luz sendo preparada. Milagres existem, meu filho é a prova viva disso”, conclui Aline.

Evolução clínica de Henrique

Conforme a médica Helem Cristina Silva, pediatra da Hapvida, a resposta clínica de Henrique foi considerada muito positiva diante da gravidade do quadro apresentado na admissão. A especialista explica que a associação de bronquiolite, pneumonia e sepse em um recém-nascido exige intervenção imediata e monitoramento contínuo, devido ao risco de rápida descompensação respiratória e sistêmica.

“Apesar de ser um caso delicado, ele respondeu de forma satisfatória ao tratamento antimicrobiano, ao suporte ventilatório e a todas as medidas intensivas adotadas desde as primeiras horas. A atuação integrada da equipe foi fundamental para estabilizar o quadro e garantir uma recuperação segura”, destaca a médica.

Ainda de acordo com a pediatra, desde o início da internação até a alta hospitalar, Henrique apresentou evolução progressiva, sem registro de complicações adicionais ou sequelas respiratórias, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e da assistência especializada em casos neonatais graves.

Acompanhamento preventivo

Atualmente com oito meses, Henrique segue em acompanhamento preventivo na rede Hapvida para monitorar seu desenvolvimento respiratório. A rotina agora é de crescimento saudável e novos aprendizados, bem diferente dos dias de incerteza vividos pela família na UTI.

Atenção redobrada nos primeiros meses de vida

A bronquiolite é uma infecção respiratória aguda que atinge principalmente bebês nos primeiros meses de vida, provocando inflamação nos bronquíolos, pequenas vias aéreas dos pulmões. Mais comumente causada por vírus, sendo um dos principais o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que provoca inflamação, produção intensa de muco e obstrução, a doença pode começar com sintomas semelhantes aos de um resfriado, com tosse, febre baixa e coriza, mas evolui rapidamente para dificuldade respiratória, chiado no peito (sibilos), cansaço e dificuldade para mamar ou respirar.

A prevenção envolve medidas simples, como higienização frequente das mãos, evitar contato do bebê com pessoas gripadas, manter a vacinação em dia e não expor a criança à fumaça de cigarro ou ambientes fechados e aglomerados, especialmente nos primeiros meses de vida.

Já a sepse neonatal é uma resposta inflamatória grave do organismo a uma infecção, que pode se espalhar pela corrente sanguínea e comprometer diversos órgãos. Em recém-nascidos, o quadro exige diagnóstico e tratamento imediatos, com uso de antimicrobianos e suporte respiratório, e em uma parte dos casos, suporte de terapia intensiva.

A prevenção começa ainda no pré-natal, com acompanhamento adequado da gestante, realização de exames, identificação de riscos e tratamento de infecções maternas. Após o nascimento, a atenção aos sinais de alerta, tais como febre ou temperatura baixa, dificuldade para mamar, sonolência excessiva, alterações na respiração ou na coloração da pele, é fundamental para garantir atendimento rápido e reduzir riscos.

Tags: AgilidadealertaAtendimentoBronquiolitecasodiagnósticograveHapvidahospitalIntensivorecém-nascidosaúde

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