A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) registrou, em junho de 2026, 756 ocorrências de roubo de celulares no Amazonas e 698 em Manaus, os menores números para o mês dos últimos seis anos, conforme o Relatório Mensal de Indicadores e Série Histórica elaborado pelo Centro Integrado de Estatística de Segurança Pública (Ciesp).
Já no acumulado de janeiro a junho de 2026, o Amazonas contabilizou 5.269 ocorrências de roubo de celulares e Manaus registrou 4.967 casos, os menores resultados para o período desde o início da série histórica, em 2020.
O secretário da SSP-AM, coronel Anézio Paiva, destacou que os indicadores criminais são monitorados continuamente para o planejamento e o direcionamento das ações das Forças de Segurança, com o objetivo de reduzir cada vez mais os índices de criminalidade.
“O acompanhamento dos indicadores criminais é fundamental para orientar o planejamento operacional das Forças de Segurança. Esses dados permitem identificar e direcionar o emprego das equipes conforme as necessidades observadas e fortalecer um trabalho excepcional que vem sendo realizado diariamente por nossos policiais e demais profissionais da segurança pública, refletindo diretamente nos resultados alcançados”, afirmou o secretário.
Núcleo de Recuperação de Celulares
O coordenador do Núcleo de Investigação e Recuperação de Celulares (NIRC), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), delegado Bruno Hitotuzi, destacou que o acompanhamento dos registros de ocorrência e das investigações permite identificar as áreas com maior incidência desse tipo de crime e direcionar as ações policiais.
“As investigações relacionadas ao roubo de celulares são realizadas de forma contínua, com análise dos registros, cruzamento de informações e identificação dos autores e grupos criminosos envolvidos. Esse trabalho fortalece o planejamento operacional, orienta as ações das equipes especializadas e contribui para a redução desse tipo de crime”, ressaltou o delegado.
O delegado reforçou a importância das vítimas registrarem o Boletim de Ocorrência (BO) com o número do IMEI do aparelho, informação essencial para auxiliar nas investigações e na recuperação do celular.
“À medida que a população registra corretamente o boletim de ocorrência, com a inclusão do número do IMEI, aumenta significativamente a possibilidade de identificação, localização e restituição do bem ao seu legítimo proprietário. Com o aumento do risco de identificação e apreensão dos aparelhos, diminui o interesse na compra e comercialização de celulares de procedência desconhecida, desestimulando a receptação e enfraquecendo toda a cadeia criminosa relacionada aos roubos e furtos de celulares”, explicou.







