A população de Manaus voltou a acordar sob uma densa nuvem de fumaça na manhã desta quinta-feira (17). Esta é a terceira vez em um intervalo de dez dias que a capital amazonense registra o fenômeno de forma severa, gerando forte odor de queimado e complicando a rotina de quem precisa sair cedo de casa.
Por volta das 7h30, os medidores de monitoramento ambiental indicavam contaminação do ar em todas as regiões da cidade. O ponto mais crítico foi registrado no bairro Compensa, na Zona Oeste, onde a concentração de micropartículas atingiu 129,5 µg/m³ — marca enquadrada no nível péssimo de qualidade do ar. Para parâmetros de comparação, o nível considerado saudável e seguro pela Organização Mundial da Saúde varia entre 0 e 25 µg/m³.
Qualidade do ar por regiões de Manaus:
-
Péssimo: Compensa (129,5 µg/m³).
-
Muito Ruim: Parque Dez, Nossa Senhora das Graças, Morro da Liberdade, Cachoeirinha e Aparecida (entre 85,7 e 108,6 µg/m³).
-
Ruim: Aleixo (61,2 µg/m³) e Armando Mendes (54,8 µg/m³).
Impacto na Região Metropolitana
O problema não se restringe à capital. Municípios vizinhos também registraram elevados índices de poluição atmosférica logo nas primeiras horas da manhã. O município de Manaquiri apresentou índice péssimo (126,8 µg/m³), enquanto Manacapuru (114,7 µg/m³) e Iranduba (107,4 µg/m³) operavam na faixa de qualidade muito ruim.
Recomendações de saúde
Diante do cenário de alta concentração de fuligem, a Defesa Civil orienta os moradores a adotarem medidas preventivas para evitar problemas respiratórios:
-
Evitar a prática de atividades físicas intensas ao ar livre.
-
Reduzir o tempo de exposição direta ao ar ambiente nos horários de pico da fumaça.
-
Aumentar a ingestão diária de água para manter a hidratação.
-
Procurar atendimento médico ao notar sintomas graves de desconforto respiratório.
O monitoramento das queimadas e das condições climáticas segue contínuo na região. Em situações de emergência, a Defesa Civil atende pelo número 199.







