Brasil – O Supremo Tribunal Federal está completamente divido em relação à situação de Dias Toffoli. A reportagem da Band apurou que há três alas dentro do tribunal: a primeira avalia que o ministro deveria se afastar voluntariamente do caso, até para se preservar e preservar a imagem da corte.
O relatório da Polícia Federal, que pedia a suspeição do ministro, é visto por esse grupo, citado acima, como “o limite do limite” para a continuidade do ministro à frente das investigações.
A outra ala afirma que o afastamento agora enfraqueceria o tribunal, que “não pode ceder à pressões externas, de quem quer que seja”, e por isso, o caso deveria continuar com Toffoli até a entrega do relatório final da PF, previsto para meados de março.
Um terceiro grupo afirma que cabe ao presidente Edson fachin “buscar uma saída institucional”, que passaria por ouvir as explicações de Toffoli, ouvir outros ministros e tomar uma decisão de acordo com a opinião da maioria da casa. Caso contrário, se Fachin tomar uma decisão unilateral, sem ser pactuada com os colegas, corre-se o risco de a corte ficar rachada.
Fachin pendendo para a realização de uma sessão fechada, para ouvir as explicações de Toffoli, com a participação de todos os ministros – ação prevista no artigo 282 do regimento do STF.
Toffoli e Vorcaro
A Polícia Federal (PF) identificou trocas de mensagens entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e o banqueiro Daniel Vorcaro.
O material foi localizado no aparelho celular e no armazenamento em nuvem do empresário, revelando comunicações que ocorrem desde 2021. O conteúdo das conversas já foi encaminhado e está sob análise do ministro Edson Fachin.
Com a identificação da comunicação, a Polícia Federal pediu, na noite desta quarta-feira (11), a suspeição de Dias Toffoli, do caso Master no STF. As informações foram confirmadas nos bastidores da investigação e apontam citações diretas ao ministro Toffoli em diálogos mantidos pelo banqueiro.
Investigadores da PF afirmam que entre as menções sobre Toffoli, há menções de pagamentos ao ministro. A apuração é para saber se uma empresa que foi sócia de um fundo ligado ao Master no Resort teria feito transferências em dinheiro para o ministro.
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*Com informações da Band.com







