Manaus (AM) – O candidato a governador do Amazonas pela federação Psol/Rede Sustentabilidade, Israel Munduruku, apresentou nesta terça-feira (15) suas propostas para o estado durante entrevista ao programa Amazonas Urgente, conduzido pela apresentadora Ana Beatriz Ferreira.
Dentre as medidas centrais, o postulante defendeu a conclusão da rodovia BR-319 acompanhada da construção de uma ponte entre os municípios de Manaquiri e Manacapuru, além da implantação de um gabinete permanente voltado à gestão de crises climáticas. A sabatina integra uma série de entrevistas com candidatos ao governo estadual que se estende até terça-feira (22).
Munduruku busca governar o Executivo amazonense com a promessa de promover uma gestão austera a partir de janeiro de 2027. Durante a apresentação, o candidato destacou que sua trajetória é intimamente ligada à história do Amazonas e defendeu a junção do conhecimento técnico e acadêmico aos saberes tradicionais da região.
Na área de logística e infraestrutura, Munduruku criticou a gestão dos governos passados em relação às vias de transporte regionais e defendeu maior facilidade e economia no deslocamento para quem sai da capital. “Apenas o Israel Munduruku vai conectar Manaus à BR por meio de uma ponte que faremos entre o Manaquiri e Manacapuru”, afirmou o entrevistado, ressaltando também a intenção de asfaltar ramais agrícolas e reformar portos e aeroportos municipais.
Em relação às políticas sociais, o postulante deu ênfase ao amparo para famílias chefiadas por mulheres e ao combate à violência doméstica. Para auxiliar mães solo na busca por qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho, o plano de governo inclui a construção de creches públicas e o fortalecimento de abrigos de acolhimento. “Políticas para as mulheres deveria ser a preocupação de qualquer governo (…) exatamente porque as mulheres são a grande estrutura das famílias”, declarou.
Ao abordar os impactos dos ciclos de cheia e seca extremas no interior do estado, Munduruku propôs uma estrutura fixa para gerenciar emergências e demandas comunitárias. “O nosso governo é o único que vai instalar um gabinete para gerenciar a crise climática. Um gabinete específico que vai atuar durante todo o nosso mandato e, na verdade, transformar esse gabinete de crise climática numa política de Estado”, garantiu. O órgão atuará na oferta contínua de serviços de saúde, segurança e distribuição de insumos emergenciais.
No setor de segurança pública, o candidato enfatizou o combate ao narcotráfico nas fronteiras com Colômbia, Peru e Venezuela por meio do compartilhamento de inteligência entre órgãos estaduais, a Polícia Federal e o Exército Brasileiro. Além disso, criticou a carência de servidores no sistema policial e comprometeu-se a nomear aprovados em certames passados e realizar novos concursos públicos para professores, delegados e agentes.
“No nosso sistema atual o delegado é virtual (…) o escrivão, na maioria das vezes, é estagiário, porque não tem gente, não tem servidor”.
Para fundamentar suas propostas de mudança, Munduruku apresentou dados estatísticos oficiais sobre as condições de vida no estado. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citados pelo candidato, 66% da população da calha do rio Purus e 63% dos moradores da região metropolitana de Manaus vivem abaixo da linha da pobreza.






