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Trio é preso por tentativa de compra e venda de recém-nascido no interior do AM

Autores são um casal e um intermediário, que recebeu R$ 500 para apresentar uma mulher disposta a vender o filho

Redação por Redação
14 de julho de 2025
em POLÍCIA
Tempo de leitura: 2
0
Trio é preso por tentativa de compra e venda de recém-nascido no interior do AM

(Fotos: Divulgação/ PC-AM)

Manacapuru (AM) – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), apresentou nesta segunda-feira (14/07) a prisão de José Uberlane Pinheiro de Magalhães, de 47 anos, e do casal Luiz Armando dos Santos, de 40 anos, e Wesley Fabiano Lourenço, de 38 anos, pelos crimes de tráfico de pessoas com a finalidade de adoção ilegal. As prisões foram efetuadas no bairro São José, em Manacapuru.

De acordo com a delegada Joyce Coelho, da DEP de Manacapuru, a equipe recebeu uma denúncia anônima, via aplicativo de mensagem, na sexta-feira (11/07), com a imagem de um veículo circulando pela cidade com dois homens. A mensagem dizia que eles estariam negociando a compra de um bebê recém-nascido, na maternidade pública do município.

Trio é preso por tentativa de compra e venda de recém-nascido no interior do AM
Delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Manacapuru. (Foto: Beatriz Sampaio/PC-AM)

“Com base nessa informação, determinei que a equipe realizasse os levantamentos necessários e acionamos o Conselho Tutelar para acompanhar. Na maternidade, havia quatro mães que haviam dado à luz naquele dia. Após conversar com os enfermeiros, identificamos a mãe do bebê, de 31 anos, que não pôde ser ouvida porque estava recebendo cuidados médicos após o parto”, explicou Joyce Coelho.

Segundo a delegada, a investigação revelou que um dos homens se apresentou como o pai biológico da criança. Ele chegou a acompanhar o parto, assistiu o procedimento e recebeu a Declaração de Nascimento Vivo (DNV), documento necessário para o registro da criança em cartório. Tentou registrar o bebê, mas o sistema estava com falha e o registro não foi concluído.

“No momento da abordagem, o casal estava visivelmente nervoso. Inicialmente, um deles afirmou ser o pai biológico da criança, mas logo após admitiram que haviam transferido R$ 500 para José Uberlane, que os havia indicado a mulher disposta a entregar o filho logo após o parto”, contou a delegada.

Investigação

Durante as investigações, foi constatado que a mulher havia decidido entregar o bebê devido a uma dívida pendente. O casal estava no município desde junho, aguardando o nascimento da criança para levá-la a São Paulo. A investigação também apurou que, em São Paulo, uma mulher de Manacapuru, com histórico de facilitar adoções ilegais, ajudou no processo.

“Com base em tudo isso, confirmamos que existe um esquema de adoção ilegal, envolvendo pagamentos em dinheiro. Por isso, realizamos o flagrante e apreendemos os celulares dos três presos. A quebra de sigilo será solicitada para identificar todos os envolvidos e responsabilizá-los conforme a lei”, afirmou Joyce Coelho.

A delegada também informou que há indícios de que o casal tenha levado outra criança em uma ocasião anterior, embora isso ainda não tenha sido confirmado. Além disso, eles tiveram um processo de adoção arquivado por não apresentarem a documentação correta e por tentarem fraudá-lo.

O trio responderá pelos crimes de tráfico de pessoas com a finalidade de adoção ilegal. Eles seguem à disposição da Justiça.

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