Manaus (AM) – Em entrevista ao programa Band Eleições desta última quarta-feira (16) o candidato ao governo do Amazonas pelo partido Mobiliza, Cabo Daciolo, defendeu a ampliação do efetivo de segurança pública do estado, a valorização dos servidores concursados e a extensão dos incentivos fiscais do Polo Industrial de Manaus para todos os 62 municípios amazonenses.
Daciolo participa da série de sabatinas promovida pela emissora com os postulantes ao Executivo estadual. Durante a apresentação, o candidato criticou a limitação de espaço para apresentar suas propostas nos veículos de comunicação e acusou adversários políticos de articularem sua exclusão das discussões públicas, afirmando contabilizar mais de 10% das intenções de voto nas pesquisas eleitorais.
Na área de segurança e funcionalismo público, Daciolo apontou déficit de pessoal na Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal, citando a Lei 404/2014 e ressaltando que o estado conta atualmente com menos de 10 mil homens ativos. O postulante criticou o não aproveitamento de mais de mil aprovados no concurso público realizado em 2023 e prometeu reestruturar as corporações.
“Os militares aprovados vão ser convocados via concurso público e nós vamos triplicar o número de efetivos justamente para trazer a segurança ao estado do Amazonas”, declarou.
Ao abordar a saúde e a educação, o postulante denunciou o atraso no pagamento de salários de médicos e profissionais do setor, além de criticar a gestão de R$ 5 bilhões da saúde repassados a Organizações Sociais (OSs) e um contrato de R\$ 200 milhões na área de telecomunicações do sistema Sisreg. Na educação, registrou que 20% dos 41.500 profissionais da rede estadual atua sob contratos temporários, prometendo a inclusão da categoria no plano de cargos e carreiras e a criação do Hospital dos Servidores.
“A saúde pública do nosso estado enfrenta problemas porque criaram as OSs. A gente pega um dinheiro público que hoje está na casa de 5 bilhões para a saúde e coloca no bolso dos amigos de políticos, mas nunca chega ao povo em forma de saúde de qualidade”, afirmou.
No âmbito econômico, Daciolo propôs expandir os benefícios do Decreto-Lei 288, regendo a Zona Franca de Manaus (ZFM), para todo o interior do Amazonas [3]. Para impulsionar o setor primário, o candidato criticou o orçamento atual de R\$ 500 milhões destinado a 300 mil famílias de agricultores e prometeu elevar os investimentos para mais de R\$ 2 bilhões.
“Se utilizarmos 150 mil quilômetros quadrados do estado, o que representa apenas 0,1% de todo o território, e investirmos em um agro sustentável, vamos gerar 75 mil empregos diretos”.
Por fim, o candidato criticou o atraso no asfaltamento da rodovia BR-319, alegou superfaturamento histórico em obras de infraestrutura como a Ponte do Rio Negro — com custo inicial previsto de R$ 524 milhões que atingiu R$ 1,1 bilhão — e pediu a confiança do eleitor para o pleito deste ano, garantindo enfrentar o atual sistema de “cruzeteiros”.






