Nesta quinta-feira (10), bancários da Caixa, Banco do Brasil e Basa iniciaram greve por tempo indeterminado no Amazonas, fechando agências na capital e no interior. A paralisação foi aprovada na quarta-feira (9) por falta de acordo sobre os planos de saúde e reajustes salariais.
Os trabalhadores realizaram um ato de mobilização em frente a uma agência da Caixa Econômica Federal localizada no Centro de Manaus. A paralisação afeta o atendimento presencial nas unidades da capital e dos municípios do interior do estado. Em âmbito nacional, a mobilização ocorre de forma total na Caixa Econômica Federal e parcial no Banco do Brasil, concentrando-se nas bases sindicais que rejeitaram as propostas apresentadas.
O principal gargalo das negociações é a ausência de propostas das instituições financeiras para os planos de assistência médica dos funcionários e dependentes. A liderança sindical ressalta que a busca por atendimento médico tem crescido expressivamente entre a categoria em decorrência do aumento de diagnósticos de síndrome de burnout.
“Queremos uma proposta sobre plano de saúde, que é o que está travando as negociações com as instituições. São 13 rodadas de negociação e os bancos não apresentaram propostas para plano de saúde, porque há uma demanda muito grande de trabalhadores procurando atendimento médico com síndrome de burnout”, explicou Daniel Batista, vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas.
Além da pauta da saúde, as reivindicações econômicas incluem a reposição da inflação com ganho real de 5% nos salários e a elevação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A categoria cobra também benefícios sociais e trabalhistas, como a concessão de folgas para pessoas com deficiência (PCDs), ampliação de folgas para doação de sangue, combate a metas abusivas e adoção de medidas contra a violência no trabalho.
Na quarta-feira (9), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e entidades sindicais chegaram a assinar a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nacional, válida até 31 de agosto de 2028. A CCT garante reposição pelo INPC e aumento real de 0,6% em 2026 e 2027. No entanto, mais de 90% das bases da Caixa e cerca de 60 entidades do Banco do Brasil rejeitaram os Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) específicos das instituições.
A paralisação atual dá sequência a um movimento realizado em 20 de agosto (20), quando bancários do estado participaram de uma mobilização nacional. Na ocasião, o sindicato criticou propostas patronais que previam redução nos vales-alimentação e refeição, congelamento do piso salarial e reajuste escalonado.
Em nota, o Banco do Brasil declarou integrar a mesa única de negociação da Fenaban e manter reuniões específicas sobre pautas próprias, ressaltando ter apresentado propostas para a data-base de 2026 já aceitas em assembleias de outras regiões do país. A Caixa Econômica Federal informou manter o diálogo aberto com as entidades representativas e marcou uma nova rodada de negociações para a quinta-feira (10). O Banco da Amazônia não encaminhou posicionamento até o momento.
Em virtude do fechamento das agências, as instituições financeiras orientam os clientes a utilizarem os canais digitais, aplicativos e caixas eletrônicos.







