Manaus (AM) – A candidata ao governo do Amazonas profª. Maria do Carmo (PL) defendeu a implantação de escolas de tempo integral em 100% da rede estadual e um choque de gestão na economia durante entrevista ao vivo no programa Amazonas Urgente, quarta-feira (16), com apresentação da jornalista Ana Beatriz Ferreira.
Conhecida por sua trajetória ligada à educação e por sua atuação na área de concursos públicos, a postulante ressaltou sua experiência profissional e criticou a condução dos serviços públicos por administrações anteriores. Maria do Carmo enfatizou que o estado necessita de seriedade e planejamento técnico para superar indicadores sociais críticos.
Na área educacional, a candidata detalhou sua principal proposta para a rede pública, prevendo que os estudantes permaneçam no ambiente escolar das 8h às 18h com três refeições diárias e atividades extracurriculares. “Um dos meus projetos mais caros é implantar as escolas de tempo integral 100% em todo o estado do Amazonas”, declarou, garantindo a aplicação correta dos recursos federais e do Fundeb, cuja fatia de 60% será destinada ao pagamento e à formação de professores.
Ao abordar a gestão de pessoal, a postulante criticou a realização de seleções com viés eleitoral que não convocam aprovados e defendeu a realização de certames direcionados para suprir vacâncias e aposentadorias. Ela denunciou que mil pessoas aprovadas para o efetivo policial aguardam nomeação e prometeu cumprir a data-base dos servidores da Polícia Militar e Civil.
“Nós vamos retomar a prática dos concursos direcionados para las vagas que a gente precisa preencher, para que o serviço público funcione adequadamente”.
Para reestruturar a economia, a entrevistada apresentou a proposta de dividir o Amazonas em seis polos regionais e fomentar novas matrizes econômicas, como fertilizantes, mineração, piscicultura e indústria naval.
A candidata destacou que 80% do orçamento estadual fica concentrado na capital, deixando dois milhões de moradores do interior desassistidos, além de apontar que o estado importa 80% do alimento que consome de regiões como Paraná, Rondônia e Roraima.
“Nós precisamos criar, expandir novas matrizes econômicas para o nosso estado. Nós estamos precisando interiorizar, levar progresso para o interior”, ressaltou.
No tema da transparência, Maria do Carmo associou a corrupção às falhas diretas na saúde, infraestrutura e fornecimento de merenda escolar. Ao citar que o estado apresenta a pior infraestrutura, o pior IDH e a pior nota no Enem do país, defendeu uma ruptura com os grupos políticos tradicionais.
“Não dá para mudar com mais do mesmo. Promessas não cumpridas ou descumpridas são piores do que mentiras”, concluiu a entrevistada.






